O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou irritação com a recusa de Marília Campos em concorrer ao governo de Minas Gerais. A ex-prefeita mantém pré-campanha pelo Senado, enquanto o PT não define candidato para o Palácio Tiradentes, transformando o impasse em tema de piada na direção nacional do partido.
A dificuldade do PT em Minas Gerais, considerado o segundo maior colégio eleitoral do país, levou a situação a ser tratada de forma irônica em reunião da Executiva Nacional petista, em Brasília. Dirigentes do partido debateram a postura de Marília Campos, que se recusou a disputar a sucessão do governador Mateus Simões (PSD).
Marília Campos argumentou que a realidade política mineira exige diálogo e alianças amplas, e não a apresentação de uma candidatura própria. Ela afirmou que o caminho deve ser liderar uma união entre PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL, PDT e outras forças que apoiam o governo federal.
A discussão sobre os palanques estaduais segue em aberto, paralelamente ao debate sobre a partilha do Fundo Eleitoral, que totaliza R$ 615,4 milhões. O partido enfrenta divergências internas sobre o rateio dos recursos, com diferentes correntes reclamando de favorecimentos regionais.

