Mães de pacientes do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr) manifestaram insatisfação com a recente mudança na gestão do programa na Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR). O encontro, realizado nesta sexta-feira (10), foi marcado pela crítica à imposição de novas regras, como a necessidade de recadastramento a partir de 20 de julho.
Os novos gestores do Teamarr asseguraram a continuidade das terapias a partir de 27 de julho. Contudo, anunciaram que famílias atendidas deverão passar por uma atualização cadastral. A nova equipe justificou a medida pela ausência de relatórios e dados dos pacientes, embora tenha prometido que nenhum beneficiário ficaria sem assistência.
As famílias questionaram a troca de profissionais sem aviso prévio e a quebra de rotina. Uma mãe declarou que a situação foi uma “imposição do que eles querem”, alegando que a incerteza prejudica os autistas. Outra mãe descreveu a mudança como algo “forçado de cima para baixo”.
A sede do Teamarr foi esvaziada em 6 de julho, após a liderança da Ale-RR anunciar a alteração administrativa. A nova direção afirmou tentar contato com servidores exonerados, mas relatou dificuldades. O procurador-geral da Ale-RR, Sérgio Mateus, garantiu a normalização dos serviços para mais de 750 famílias, visando cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

