O eleitorado idoso, que soma mais de 36,8 milhões de pessoas, representa 23% dos mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar em outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse contingente é o maior do país e se torna um segmento decisivo para qualquer candidatura nacional.
A doutora em Ciência Política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que o envelhecimento do eleitorado aumenta a importância de temas como saúde pública, previdência, assistência social e custo de vida. A pesquisadora explicou que esses eleitores demonstram maior preocupação com políticas públicas e proteção social, devido ao contato direto com serviços estatais.
Apesar da relevância, a abstenção nesse grupo permanece alta. No pleito de 2022, 8 milhões de brasileiros com mais de 70 anos não compareceram às urnas, o que corresponde a quase 60% de abstenção nessa faixa etária. O voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos, sem penalização pelo não comparecimento.
A especialista Mayra Goulart comentou que a redução da abstenção exige um esforço de mobilização específico e a diminuição de barreiras concretas, como limitações de mobilidade ou problemas de saúde. Ela sugeriu ampliar conteúdos direcionados à população idosa, utilizando linguagem e formatos adequados.

