Marcas geraram grande repercussão espontânea após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, com mensagens de apoio em vez de publicidade. Empresas como Itaú e Coca-Cola participaram do sentimento coletivo de frustração nacional.
A queda da seleção brasileira na Copa do Mundo gerou um fenômeno no marketing esportivo. Em vez de focar na venda de produtos, algumas empresas optaram por dialogar com o sentimento compartilhado pelo país. O Itaú alterou sua bio para “No vazio feito você”, enquanto a Coca-Cola reconheceu a entrega da seleção.
Essa ação reflete a mudança de foco do marketing contemporâneo. O valor da marca passa a ser a capacidade de participar de um momento emocional, um conceito ligado ao “Lovemarks”. O especialista Paulo Crepaldi, CEO da ING Marketing & Training, disse que as marcas deixaram de disputar apenas espaço publicitário para disputar relevância cultural.
Embora métricas de engajamento ajudem a medir o desempenho de uma campanha, pesquisas indicam que a construção de marca ocorre ao longo de anos. A lição da Copa é que as marcas mais fortes são aquelas que participam do momento de forma coerente com o vínculo que já construíram com o público.

