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Política

Marcelo Tostes critica o modelo de ‘pão e circo’ na política

Carla Fernandes
Última atualização: 12 de julho de 2026 21:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Marcelo Tostes criticou a estratégia política de usar a máquina pública para distribuir benefícios, comparando o modelo à antiga prática de ‘pão e circo’ para manter o apoio popular. O especialista afirmou que, em vez de focar em educação e infraestrutura, a dependência estatal gera custos gigantescos ao erário.

O advogado declarou que a fórmula de conquistar votos se consolidou ao vincular a imagem do governo a programas de transferência de renda. Tostes explicou que iniciativas como o Bolsa Família, embora tenham raízes em programas anteriores, foram transformadas em ferramenta de marketing eleitoral, gerando a crença de que a renda mínima dependia exclusivamente da gestão governamental.

Em relação ao gasto público, o especialista citou dados de execução orçamentária, informando que o governo federal empenhou cerca de R$ 520 milhões em publicidade institucional no primeiro semestre de 2026. Esse valor superou mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões registrados no mesmo período de 2022.

Tostes argumentou que, ao invés de investir em qualificação profissional e segurança jurídica, a política de distribuição indefinida cria dependência. Ele comparou isso à lógica de cidades que contratam artistas por valores altos em festas, ignorando problemas estruturais, ecoando a estratégia romana do “pão e circo”.

TAGGED:EconomiaGestão PúblicaLulapao-e-circopolítica brasileiraProgramas Sociais
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