Marcelo Tostes criticou a estratégia política de usar a máquina pública para distribuir benefícios, comparando o modelo à antiga prática de ‘pão e circo’ para manter o apoio popular. O especialista afirmou que, em vez de focar em educação e infraestrutura, a dependência estatal gera custos gigantescos ao erário.
O advogado declarou que a fórmula de conquistar votos se consolidou ao vincular a imagem do governo a programas de transferência de renda. Tostes explicou que iniciativas como o Bolsa Família, embora tenham raízes em programas anteriores, foram transformadas em ferramenta de marketing eleitoral, gerando a crença de que a renda mínima dependia exclusivamente da gestão governamental.
Em relação ao gasto público, o especialista citou dados de execução orçamentária, informando que o governo federal empenhou cerca de R$ 520 milhões em publicidade institucional no primeiro semestre de 2026. Esse valor superou mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões registrados no mesmo período de 2022.
Tostes argumentou que, ao invés de investir em qualificação profissional e segurança jurídica, a política de distribuição indefinida cria dependência. Ele comparou isso à lógica de cidades que contratam artistas por valores altos em festas, ignorando problemas estruturais, ecoando a estratégia romana do “pão e circo”.

