Ações de refinarias registraram alta expressiva em 2026, com empresas como Marathon Petroleum e Valero subindo mais de 80%. Esse desempenho não se deve apenas ao aumento do preço do petróleo bruto, mas sim ao crescimento das margens de lucro do setor.
O fator determinante para o rali das ações é o spread 3-2-1, métrica que estima a margem bruta obtida ao converter três barris de petróleo bruto em dois de gasolina e um de combustível destilado. Segundo dados da Bloomberg, esse spread atingiu US$ 59 por barril, um patamar acima da faixa histórica de operação das refinarias.
Desde o início de 2026, as margens de refino quase triplicaram. Esse aumento incomum ocorreu porque, apesar da recente queda no preço do petróleo bruto, os preços da gasolina e do diesel se mantiveram altos. Isso se deve à escassez global de capacidade de refino e a eventos como ataques a refinarias.
Enquanto produtores de petróleo se beneficiam do aumento do preço do bruto, as refinarias prosperam quando o petróleo permanece estável e os produtos refinados custam caro. Analistas indicam que, enquanto o spread 3-2-1 permanecer acima da média histórica, empresas como Phillips 66 e HF Sinclair devem continuar gerando fluxo de caixa robusto.

