A Marinha dos Estados Unidos anunciou o retorno do bloqueio naval no Estreito de Ormuz a partir da noite desta terça-feira, dia 14. A medida visa reprimir o tráfego de embarcações de portos iranianos, seguindo declarações do presidente sobre o controle da rota marítima.
O novo bloqueio será aplicado ao longo de toda a costa do Irã, conforme comunicado da Marinha. Diferente da operação anterior, que visava embarcações iranianas, esta nova ação busca reprimir o tráfego de qualquer porto ou terminal de petróleo iraniano. A Marinha norte-americana informou que o trânsito neutro e navios com suprimentos humanitários serão liberados, mas todas as embarcações passarão por inspeção militar.
O presidente dos Estados Unidos afirmou que os EUA se tornarão os “guardiões do estreito” e que deveriam ser reembolsados por essa função. Ele declarou que um acordo anterior foi quebrado pelas autoridades iranianas. Em postagem posterior, o presidente detalhou que cobrará 20% de toda carga que transitar pela rota, embora outros países tenham uso livre do corredor.
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Antes do conflito, a área era responsável por cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo.

