Grandes plataformas de comércio eletrônico estão integrando pequenos negócios à sua operação logística, transformando estabelecimentos locais em pontos de retirada, coleta e logística reversa. A iniciativa visa aumentar a eficiência das entregas e gerar novas fontes de renda para os comerciantes.
O setor de compras on-line registrou faturamento de R$ 235,5 bilhões em 2025, um aumento de 15,3% comparado a 2024, e projeta R$ 259,08 bilhões para o ano corrente, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom). Nesse contexto, empresas como Magalu e Shopee utilizam pequenos comércios para ampliar a capilaridade de suas operações.
A Shopee, por exemplo, opera mais de três mil Agências Shopee em mais de 800 cidades, sendo que no Rio de Janeiro, mais de quinhentas unidades são pequenos negócios. Tiago Freddi, head de Logística da Shopee, afirmou que o modelo “amplia a capilaridade da nossa operação e, ao mesmo tempo, gera novas oportunidades de renda e aumenta o fluxo de clientes nesses estabelecimentos”.
Comerciantes locais relatam benefícios diretos. Um dono de papelaria no Rio de Janeiro informou que a parceria com plataformas como Shopee e Mercado Livre aumentou o movimento da loja, estimando que cerca de 200 pessoas passem pelo local diariamente devido às entregas. Especialistas apontam que o modelo atrai novos consumidores, pois os clientes que buscam pacotes aproveitam para adquirir outros produtos no estabelecimento.
Além dos pontos de retirada, as empresas expandem a rede de entregadores. A Amazon, por meio do Amazon Hub Delivery, integra pequenas e médias empresas para realizar entregas em suas comunidades, com projeção de renda adicional de até R$ 30 mil ao ano para parceiros. O Magalu também permite que parceiros utilizem veículos próprios para realizar entregas sob demanda.

