A Mata Atlântica do Rio de Janeiro ganhou o Centro de Referência em Restauração Ecológica (CERRE) em Silva Jardim, RJ. O espaço, inaugurado pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), terá como foco a restauração de 130 hectares de área na Fazenda Perdida.
O CERRE, localizado na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Parque do Mico II), funcionará como um laboratório a céu aberto, integrando pesquisas científicas de longo prazo. A iniciativa reúne a AMLD com universidades e o Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD Rede), visando o desenvolvimento de estudos em botânica, geologia e ecologia.
Segundo o engenheiro florestal da AMLD, Carlos Alvarenga, o centro busca disseminar experiências e incentivar proprietários rurais a adotar práticas eficientes. O CERRE oferecerá oficinas e cursos para promover métodos agroecológicos, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs), demonstrando que a restauração pode gerar renda.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de representantes de órgãos ambientais, como a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS/RJ) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O objetivo é fortalecer a conexão do habitat do mico-leão-dourado e ampliar a proteção ambiental da Bacia do Rio São João.

