A idade média do primeiro parto tem aumentado no Brasil e nos Estados Unidos, refletindo mudanças sociais e profissionais. Embora a gestação após os 35 anos seja um marcador de atenção médica, a literatura afirma que a maioria das mulheres terá um desfecho positivo com o acompanhamento adequado.
A maternidade tardia é uma realidade contemporânea, impulsionada por fatores como maior formação profissional e busca por estabilidade. No Brasil, o Censo 2022 registrou que a idade média do primeiro parto subiu para 28,1 anos. Em mulheres com ensino superior completo, essa média atinge 30,7 anos, indicando o impacto da autonomia econômica e da carreira.
Do ponto de vista clínico, a idade materna acima de 35 anos eleva a chance de certas condições, como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. Contudo, especialistas afirmam que o risco não é uma sentença, mas um fator que exige atenção. O sucesso da gestação depende da orientação pré-concepcional e do acompanhamento individualizado.
A avaliação moderna não agrupa todas as gestantes mais velhas. Ela considera saúde metabólica, histórico obstétrico e condições sociais. O acompanhamento ideal inclui revisão de vacinas, controle de peso e glicemia, e discussão de riscos individuais, como orienta o ginecologista Eduardo Zlotnik do Einstein Hospital Israelita.

