A maternidade em idades mais avançadas deixou de ser exceção e passou a ser realidade de muitas mulheres que adiam a gestação. O avanço da medicina reprodutiva e a gestação por substituição redefinem as possibilidades de construção familiar, especialmente após os 45 anos.
A janela tradicional da maternidade, antes concentrada entre os 20 e 30 anos, se deslocou devido à busca por estabilidade profissional e estilos de vida mais flexíveis. Esse movimento é visto em casos internacionais, como o da atriz Sarah Jessica Parker, que utilizou a gestação por substituição para o nascimento de gêmeas.
Especialistas apontam que a gestação espontânea após os 45 anos se torna menos frequente, pois a queda na qualidade e quantidade dos óvulos aumenta os riscos gestacionais. Por isso, técnicas complementares, como fertilização in vitro ou doação, são frequentemente usadas.
A gestação por substituição, ou “barriga de aluguel”, é uma alternativa indicada em casos de ausência de útero ou risco elevado à saúde. Segundo Ana Paula, responsável pela Tammuz Brasil, alguns destinos permitem o uso de doação de gametas mesmo após os 50 anos.
A advogada Larissa Mocelin, especialista em Direito Regulatório e Governança Corporativa, esclarece que as regras variam globalmente. Ela afirma que “No Brasil, a gestação por substituição é permitida apenas na modalidade altruística, conhecida como ‘barriga solidária'”, reforçando a necessidade de acompanhamento jurídico especializado.

