A Copa do Mundo de 2026 atingiu o pior aproveitamento de pênaltis desde 1966 após o erro de Kylian Mbappé contra Marrocos, nas quartas de final. O lance do jogador francês, que bateu fraco, elevou o índice de desperdícios para 21 em 60 cobranças, totalizando 65% de conversão.
O desempenho na marca da cal é puxado por falhas de jogadores importantes. Lionel Messi, por exemplo, já desperdiçou dois pênaltis nesta edição, somando quatro erros em oito tentativas em Copas, com aproveitamento de 50% no total. Bruno Guimarães também contribuiu para a estatística, perdendo uma cobrança contra a Noruega nas oitavas de final.
O recorte das cobranças com a bola rolando mostra um aproveitamento de 70% com o erro de Mbappé, abaixo da média histórica de 79,1% registrada pela Opta. Além disso, nas disputas diretas por pênaltis, zagueiros apresentaram o pior índice, convertendo apenas 45,4% das cobranças.
A tendência de queda no aproveitamento é notada desde 2014, segundo a Opta. Fatores como a pressão da competição, a demora na checagem do VAR e o peso emocional ajudam a explicar a dificuldade, transformando a cobrança em uma armadilha do torneio.

