MC Hariel, artista do funk paulista, defende o respeito e o investimento na juventude nacional. O cantor afirmou que o ritmo, que nasceu marginalizado, hoje movimenta a economia e serve como ferramenta de transformação social para as novas gerações.
Comemorado em 12 de julho, o Dia Nacional do Funk celebra a força do ritmo que se consolidou no Brasil. Hariel, de 28 anos, comentou que o funk paulista transitou entre o rasteiro, a ostentação e o consciente. Segundo o artista, a ostentação demonstrou que “o moleque da favela também podia sonhar grande, o consciente trouxe reflexão, identidade e responsabilidade, e o rasteiro mostrou a força dos bailes e da criatividade da quebrada”.
O cantor explicou que sua música transcende as pistas de dança, funcionando como espelho da realidade. Ele declarou que a arte é “uma ferramenta muito maior do que entretenimento. É cultura para ajudar o próximo”. Hariel mencionou que o legado que deseja deixar é mostrar que é possível vencer sem esquecer as origens.
A ascensão do gênero também alcançou o mercado global, com a estética da periferia sendo reconhecida por marcas como a Kenner, que o nomeou embaixador. O artista celebrou isso como “representatividade de verdade”. Contudo, ele alertou que o respeito precisa vir, pois o funk já provou ser cultura. Hariel concluiu pedindo mais oportunidades para a juventude da periferia.

