O MDB anunciou, durante sua convenção nacional, que adotará a neutralidade política e não apoiará nenhum candidato à Presidência em 2026. A sigla determinou que os diretórios estaduais definirão suas próprias alianças, priorizando a disputa local em vez de uma linha nacional.
A decisão visa fortalecer as bases estaduais do partido, segundo o MDB. O presidente nacional, Baleia Rossi, declarou que a liberação nacional unirá e pacificará a sigla, resultando em um desempenho positivo nos estados. A medida ocorre em função da fragmentação do apoio do MDB, que apresenta divergências regionais: parte da sigla deve apoiar a reeleição de Lula no Nordeste e Norte, enquanto outra se alinha ao pré-candidato do PL no Sul e Centro-Oeste.
O comunicado do MDB afirmou ser preciso “compreender a realidade e o histórico eleitoral de cada estado”. Durante o evento online, foram oficializados candidatos em 24 estados. Em Alagoas, Renan Filho disputará o governo, e em São Paulo, Felício Ramuth buscará a vice de Tarcísio de Freitas. Há casos de indefinição, como no Distrito Federal, onde o partido está dividido sobre apoiar a atual chefe do Executivo local ou lançar um nome próprio.
No pleito anterior, o MDB lançou Simone Tebet, que obteve cerca de 5 milhões de votos (4,16%). Tebet, que hoje está no PSB, apoiou Lula no embate direto contra Jair Bolsonaro. O partido também teve histórico de aproximações com o campo petista, como quando Lula procurou partidos do centrão para buscar um vice do MDB.

