Um medalhão de barro, encontrado em 1840 por um casal de lavradores no que era o arraial de Barro Preto, deu origem à Romaria do Divino Pai Eterno. O objeto, de apenas nove centímetros, é considerado o marco inicial da devoção e permanece guardado no Santuário Basílica em Trindade.
A tradição narra que o achado ocorreu quando o casal preparava a terra para o plantio. Eles encontraram o medalhão com a imagem da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora e interpretaram o evento como um sinal divino. A partir disso, o casal montou um pequeno altar, e relatos de graças atraíram pessoas ao local, consolidando a devoção.
O reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Padre Marco Aurélio Martins, explicou que o significado da peça transcende seu tamanho. Ele afirmou que o objeto reforça a mensagem cristã de que Deus se manifesta pela simplicidade, citando que “Um medalhão de nove centímetros dá início a uma romaria desse tamanho, com uma festa que reúne mais de quatro milhões de pessoas, porque Deus assim quis celebrar”.
Devido à fragilidade, o medalhão original é exposto apenas em ocasiões especiais. O desgaste natural da peça inspirou, ainda, a encomenda de uma escultura por um artista em Pirenópolis, que hoje é um símbolo central da Romaria.

