A medicina fetal identifica a restrição de crescimento fetal (RCIU), condição causada por falha placentária, que afeta entre 5% e 10% das gestações. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves, como o óbito fetal, ao diferenciar bebês pequenos saudáveis daqueles com insuficiência nutricional.
A RCIU ocorre quando a placenta não fornece oxigênio e nutrientes suficientes ao feto, sendo a insuficiência placentária a causa mais frequente. O especialista em medicina fetal, Dr. Rafael Frederico Bruns, afirma que o Doppler é a principal ferramenta para investigar fetos pequenos, pois avalia o fluxo sanguíneo em vasos estratégicos, como a artéria umbilical e a cerebral média.
A relação cerebroplacentária, que combina os dados desses vasos, é considerada o marcador mais sensível de disfunção placentária. Avanços recentes incluem a padronização de critérios diagnósticos e a incorporação de biomarcadores angiogênicos na prática clínica. Além disso, a prescrição de aspirina antes de 16 semanas para gestantes de alto risco tem sido utilizada para prevenção.
O acompanhamento se organiza conforme o momento do diagnóstico. Na RCIU precoce, antes de 32 semanas, a vigilância foca no Doppler seriado da artéria umbilical. Na RCIU tardia, após 32 semanas, o principal marcador de risco é a relação cerebroplacentária, exigindo atenção mesmo quando os exames parecem normais.

