O mercado financeiro absorveu a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sem reação drástica, segundo o economista-chefe da Warren Investimentos. A moderação se deve ao fato de que os investidores já haviam precificado a medida nos ativos nos últimos meses.
O economista afirmou que o mercado antecipa movimentos e precifica os eventos antes dos anúncios oficiais. Ele disse que a utilização da Lei da Reciprocidade e a atuação diplomática do Itamaraty ajudam a mitigar a incerteza para empresários e investidores, embora a imprevisibilidade da política comercial americana continue sendo um ponto de atenção.
Além do tarifaço, o cenário internacional apresenta desafios, como incertezas na política monetária americana, conflitos no Oriente Médio e o comportamento do petróleo. Apesar disso, o especialista avalia que a economia brasileira deve seguir as projeções atuais, com crescimento acima de 2%, inflação em torno de 5% e desemprego próximo às mínimas históricas.
Os riscos domésticos, especialmente as contas públicas, também preocupam os investidores. Mudanças aprovadas pelo Congresso podem pressionar gastos com a Previdência e abrir precedentes para novas despesas obrigatórias. Sobre a política monetária, a expectativa da Warren é de manutenção da Selic em 14,25%, sendo que uma eventual alta de juros nos EUA pressiona o Copom.

