Os futuros de índices globais caíram em meio a uma pressão de três frentes: alta do petróleo, aumento de rendimentos e resultados de tecnologia preocupantes. O Nasdaq-100 registrou queda de 1,5%, enquanto o preço do petróleo Brent voltou a negociar perto de US$ 100 por barril.
A pressão macroeconômica foi intensificada por fatores geopolíticos. O preço do petróleo subiu após militantes apoiados pelo Irã alegarem ataques a navios sauditas no Mar Vermelho. A escalada também foi marcada por ameaças de bombardeio a infraestrutura iraniana por Donald Trump. Paralelamente, os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram, com o rendimento de 10 anos atingindo o nível mais alto desde janeiro de 2025.
Os resultados corporativos não ofereceram suporte aos investidores. A Alphabet caiu 5% após elevar sua previsão de despesas de capital para 2026 para até US$ 205 bilhões, sinalizando que a demanda por inteligência artificial permanece alta, mas com custos crescentes. A Tesla despencou mais de 8% após decepcionar nas estimativas de lucro do segundo trimestre e registrar fluxo de caixa livre negativo pela primeira vez em mais de dois anos.
Em dados de mercado, os pedidos de seguro-desemprego iniciais caíram para 187 mil, contra 210 mil previstos, indicando um mercado de trabalho robusto. Além disso, a Alphabet enfrentou pressão adicional após a Comissão Europeia aplicar multa de €890 milhões por violações do Digital Markets Act.

