O mercado de capitais brasileiro movimentou R$ 361,8 bilhões em ofertas no primeiro semestre de 2026, registrando o maior volume da série histórica da Anbima. O montante representa alta de 9,8% sobre os R$ 329,6 bilhões de 2025. Apesar da queda na captação da renda fixa, o setor demonstrou resiliência e diversificação.
Apesar da retração na renda fixa, que captou R$ 288,8 bilhões — queda de 5,1% anualmente —, o volume total foi sustentado por outros instrumentos. Segundo o diretor da Anbima, Cesar Mindof, a queda na renda fixa foi compensada por outros ativos, evidenciando a diversificação do mercado. O segmento de renda fixa teve sua participação no total captado reduzida de 92,4% para 79,8%.
No mercado secundário, o giro de debêntures cresceu 20,6%, totalizando R$ 494,6 bilhões. Os títulos híbridos, que incluem fundos imobiliários (FIIs) e Fiagros, captaram R$ 47,8 bilhões, mais que o dobro do volume registrado em 2025. Os FIIs, especificamente, levantaram R$ 39,5 bilhões, um avanço de 103,9%.
As ofertas de ações também apresentaram forte crescimento, somando R$ 25,2 bilhões em oito operações, o que representa alta de 583,9% em relação ao primeiro semestre de 2025. O IPO da Compass, do grupo Cosan, contribuiu com R$ 3 bilhões para esse volume, mostrando que o mercado possui “janela aberta” para novas ofertas, segundo Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.

