O mercado brasileiro de medicamentos para obesidade e diabetes cresce aceleradamente, impulsionado pelos agonistas de GLP-1. O segmento movimentou R$ 14,6 bilhões no mercado formal nos 12 meses encerrados em abril de 2026, representando um aumento de 110% em relação ao período anterior, segundo levantamento da IQVIA compilado pelo Itaú BBA.
A expansão do setor ultrapassa o âmbito farmacêutico, afetando áreas como alimentação, vestuário e saúde suplementar. Embora a demanda cresça, o acesso aos medicamentos de referência permanece limitado pelo alto custo e disponibilidade. Nesse contexto, o mercado magistral ganhou destaque. Das aproximadamente 8.700 farmácias de manipulação, apenas cerca de 20 possuem a estrutura de alta complexidade exigida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir injetáveis.
O mercado de GLP-1 manipulado movimentou R$ 10 bilhões nos últimos 12 meses. A evolução do setor coincide com mudanças regulatórias, como a expiração da patente da semaglutida em março de 2026. A Anvisa reforçou a fiscalização, exigindo rastreamento completo da cadeia de insumos pelo Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) desde 2025.
Diante desse cenário, surgiram novos modelos de negócios. A M7 Group, fundada em 2024, atua como hub de representação comercial, conectando laboratórios magistrais a médicos prescritores. A empresa expandiu sua equipe de 10 para mais de 70 consultores em 14 meses, atuando em 21 estados brasileiros.

