O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresenta sinais de enfraquecimento, segundo dados do Federal Reserve Economic Data (FRED). Em junho, o número de americanos fora da força de trabalho atingiu um recorde histórico, totalizando 105,8 milhões de pessoas. Esse dado é superior ao pico registrado durante a pandemia, indicando uma mudança estrutural que pode afetar o consumo.
O indicador mostra que 832 mil pessoas deixaram de participar da força de trabalho em junho, elevando o total para 105,8 milhões. Esse número é 2,2 milhões maior que o pico da pandemia. Desde o início de 2026, 2,5 milhões de americanos saíram da força de trabalho, um aumento que reflete mudanças demográficas, mas cuja velocidade exige atenção.
A fraqueza se manifesta porque o índice oficial de desemprego só contabiliza quem busca ativamente emprego. Quem para de procurar entra na categoria “fora da força de trabalho”. Atualmente, esse grupo representa 38,5% da população com 16 anos ou mais, o maior percentual desde a década de 1970, fora do período atípico da pandemia.
Para investidores, a queda na participação da força de trabalho é um fator de pressão. Empresas voltadas ao consumo podem ser afetadas, pois menos pessoas trabalhando significam menor renda familiar. Analistas sugerem que, em vez de focar apenas na taxa de desemprego, é preciso observar empresas com balanços sólidos e receita recorrente, capazes de crescer mesmo com cautela do consumidor.

