O mercado financeiro da Faria Lima demonstra rejeição a Flávio Bolsonaro e torce por sua desistência, antecipando a vitória de Lula no segundo turno das eleições. Gestores e economistas avaliam que a candidatura do pré-candidato não resistirá ao teste das urnas.
A região da Faria Lima, centro do mercado financeiro brasileiro, manifesta descontentamento com a política econômica do PT e do presidente Lula, tendo apoiado Jair Bolsonaro por uma linha mais liberal. Contudo, Flávio Bolsonaro enfrenta grande rejeição no setor, segundo gestores e CEOs que pediram anonimato. A maioria desses atores financeiros prefere o afastamento do pré-candidato, vendo em nomes como Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab, do PSD, opções mais estáveis para o país.
A imagem de Flávio Bolsonaro no mercado foi desgastada por diversos fatores. O setor empresarial apontou que mentiras sobre pedidos de dinheiro e contradições na explicação do financiamento de um filme pesaram negativamente em seu ranking de confiança. Além disso, o mercado demonstra desconforto com um candidato alvo de investigações, temendo que denúncias sejam usadas no segundo turno para garantir a reeleição de Lula.
A análise do cenário político por bancos e gestoras precifica a vitória de Lula, o que já se reflete nos ativos locais. O Ibovespa estaria abaixo da máxima, o dólar acima de R$ 5 e os juros futuros em alta. Essa precificação reflete a expectativa de continuidade da política econômica vigente, sem um ajuste fiscal que reduza a dívida pública, que subiu de 69,34% para 81,1% do PIB desde 2016, segundo dados do Banco Central.

