Mercados de previsão indicam crescente pressão sobre o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, para elevar as taxas de juros. Em apenas uma semana, a chance de um aumento na reunião de 29 de julho saltou de 3% para 28%, refletindo um cenário macroeconômico mais agressivo.
O catalisador para essa mudança de perspectiva são sinais macroeconômicos recentes. Embora o último relatório de CPI tenha mostrado queda de 0,4% nos preços ao consumidor em junho, o petróleo voltou a subir. O crude WTI negociou a US$ 91,79 por barril em 23 de julho, e o Brent ultrapassou US$ 100, segundo dados de mercado.
Adicionalmente, o rendimento do Tesouro de 10 anos superou 4,7%, sinalizando que investidores exigem maior compensação por risco inflacionário e de política. Isso ocorre enquanto a inflação PCE de maio de 2026 registrou alta de 4,1% em relação ao ano anterior, segundo dados do órgão.
O presidente Warsh herda uma postura de taxas mantidas em 3,75% desde dezembro de 2025. Um aumento, mesmo que simbólico, validaria a mudança de sentimento observada nos mercados. Manter a taxa sem ação pode gerar um risco de credibilidade, visto que o mercado de títulos já está reagindo às condições mais apertadas.


