A mediana das projeções do mercado para o déficit primário do governo central caiu para R$ 58,077 bilhões em julho, segundo dados do Prisma Fiscal divulgados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A revisão também afetou a projeção para 2027, que foi reduzida para R$ 53,878 bilhões.
Os dados, coletados até o quinto dia útil de julho, mostram que a queda nas projeções ocorre após a aprovação de medidas de aumento de arrecadação no final de 2025. Tais medidas incluem o corte linear de benefícios tributários e a ampliação da tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).
O governo declarou que essas mudanças devem gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões necessários para auxiliar o cumprimento da meta fiscal de 2026, que estabelece um superávit de R$ 34,3 bilhões. A meta fiscal para o ano permanece em superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual.
Outros indicadores também foram revisados. A expectativa do mercado para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) segue em 83% do PIB ao fim de 2026 e em 86,5% ao final de 2027. Além disso, a estimativa para o déficit nominal do governo central em 2026 aumentou de R$ 1,076 trilhão para R$ 1,094 trilhão.

