A Meta, maior cliente da CoreWeave com um compromisso de US$ 21 bilhões, está investindo pesadamente em sua própria infraestrutura de computação, o ‘Meta Compute’. Essa estratégia visa tornar o aluguel de GPUs opcional, criando um conflito estratégico com a CoreWeave, que opera como um provedor neutro de hardware.
A Meta divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026, registrando receita de US$ 56,31 bilhões, um aumento de 33,08% em relação ao ano anterior. A receita de publicidade sozinha somou US$ 55,024 bilhões. Com esse fluxo de caixa, a empresa planeja um gasto de capital (capex) de US$ 125 bilhões a US$ 145 bilhões no ano, além do lançamento dos Meta Superintelligence Labs.
Em contraste, a CoreWeave apresentou um crescimento percentual de 111,69%, com receita de US$ 2,078 bilhões. No entanto, a empresa registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 4,711 bilhões no trimestre, enquanto o capex atingiu US$ 7,695 bilhões. O CEO da CoreWeave, Michael Intrator, defendeu o modelo de escala, citando um backlog de US$ 99,4 bilhões.
A disputa reside no modelo de negócio: a Meta controla os dados e os modelos, enquanto a CoreWeave atua entre os modelos e o silício. O avanço do ‘Meta Compute’ ameaça a proposta de valor da CoreWeave como um arrendador neutro de GPUs, forçando a análise sobre se a Meta priorizará o aluguel ou a construção de sua capacidade.

