A Meta Platforms planeja construir um negócio de infraestrutura em nuvem para vender capacidade de computação de inteligência artificial. A iniciativa visa compensar os gastos de capital projetados entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões para 2026, desafiando líderes do setor.
A decisão surge em meio a um aumento significativo nos custos de hardware, com os gastos de capital do primeiro trimestre de 2026 atingindo US$ 18,997 bilhões. Segundo declarações do executivo, a empresa avalia a venda de capacidade excedente como uma opção estratégica para mitigar o risco de superinvestimento.
Os concorrentes estabelecidos demonstram forte crescimento. A Amazon reportou receita de US$ 37,587 bilhões com AWS no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 28% ano a ano. A Microsoft viu o Azure crescer 40% no terceiro trimestre fiscal, enquanto a Alphabet registrou um aumento de 63% na receita do Google Cloud, alcançando US$ 20,028 bilhões.
A Meta possui ativos relevantes para o novo modelo, incluindo silício MTIA customizado, uma das maiores frotas de GPUs NVIDIA e o modelo Llama. No entanto, a empresa enfrenta um desafio de credibilidade, visto que o Reality Labs registrou prejuízo de US$ 4,03 bilhões no primeiro trimestre de 2026, e o setor de nuvem exige estruturas de serviço que a empresa ainda não opera.

