A Meta, controladora do Instagram e Facebook, divulgou resultados do segundo trimestre de 2026, registrando lucro por ação de US$ 6,18 sobre receita de US$ 60,8 bilhões. A empresa, contudo, elevou suas projeções de despesas de capital para 2026, o que levou a uma queda de cerca de 8% em suas ações no mercado secundário.
A companhia ajustou sua previsão de despesas de capital para o ano de 2026, esperando um valor entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões. Este novo patamar supera a estimativa anterior de US$ 125 bilhões a US$ 145 bilhões. O aumento reflete os esforços da empresa para expandir sua capacidade computacional em Inteligência Artificial, construindo data centers em escala de gigawatts nos Estados Unidos.
A Meta também elevou o limite inferior de suas despesas totais para 2026 para a faixa de US$ 165 bilhões a US$ 169 bilhões. O investimento em IA impulsiona o desenvolvimento de sistemas de segmentação de anúncios e o assistente Meta AI. A empresa já possui projetos, como um na Louisiana, que visa 5 GW de capacidade computacional, com investimento superior a US$ 50 bilhões.
Além dos investimentos, a empresa enfrenta desafios regulatórios. Quatro estados americanos buscam US$ 1,4 trilhão em multas contra a Meta, alegando que as plataformas foram projetadas para viciar usuários jovens. A empresa havia alertado previamente sobre o impacto potencial de reações legais na União Europeia e nos EUA.

