Michelle Bolsonaro reorganiza sua atuação política após deixar a presidência do PL Mulher e romper com o senador Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama concentra esforços em uma rede de candidatas, lideranças religiosas e no movimento ‘Imparáveis’, buscando preservar sua influência entre mulheres conservadoras.
A mudança de estratégia ocorreu após a crise com o senador. Em vez de ocupar um cargo formal na legenda, Michelle passou a atuar por meio de uma rede de candidatas, campanhas estaduais e lideranças religiosas. Aliados afirmam que seu principal ativo sempre foram as relações construídas com parlamentares e líderes religiosos pelo país.
O movimento ‘Imparáveis’, lançado recentemente, funciona como uma frente de mobilização sem vínculo partidário. O projeto visa reunir pessoas alinhadas às pautas defendidas por Michelle, focando na formação política e engajamento, antecipando um cronograma que seria para 2027.
A ex-primeira-dama mantém um núcleo de confiança com 19 mulheres, majoritariamente parlamentares, que acompanharão a campanha deste ano. A deputada federal Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo, declarou que a liderança de Michelle “ultrapassa a função partidária que exercia”.
A nova agenda prioriza compromissos estratégicos em estados como Santa Catarina e Roraima, além de intensificar a mobilização junto ao eleitorado evangélico. O formato de trabalho, que já era adotado durante a prisão domiciliar do ex-presidente, utiliza videoconferências e gravações de vídeos para manter o contato com dirigentes estaduais.

