Publicações na revista britânica The Economist e no jornal norte-americano The Wall Street destacaram o sucesso do sistema Pix, refutando críticas feitas ao sistema pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os veículos apontaram que as acusações americanas não se sustentam e que o sistema é livre para qualquer instituição financeira licenciada operar no Brasil.
A imprensa internacional argumentou que as alegações do governo norte-americano contra o sistema de pagamentos do Banco Central se baseiam em premissas frágeis. Segundo o The Economist, o Pix não foi projetado para prejudicar empresas de pagamento dos EUA, e o controle do Banco Central não gera discriminação ou mercado desleal para empresas estrangeiras.
A revista britânica também observou que a Seção 301 da lei comercial norte-americana, usada para impor novas tarifas de 25% ao Brasil, nunca foi aplicada antes a sistemas de pagamentos domésticos de outros países. A ofensiva americana contra o sistema brasileiro evidencia, segundo a Economist, um movimento de fragmentação da infraestrutura financeira internacional.
A partir da quarta-feira (22), a tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros passa a valer nas exportações aos EUA, resultado de investigações do USTR sobre práticas comerciais desleais. Apesar disso, a sobretaxa possui uma lista extensa de exceções, que inclui mais de 2.100 produtos, como carne e suco de laranja.

