O setor de mineração brasileiro debate os desafios de sustentabilidade após a tragédia de Mariana, em Minas Gerais. Em um painel realizado em São Paulo, autoridades e líderes discutiram a evolução do setor e os compromissos necessários para uma mineração mais consciente.
Quase onze anos após o colapso da barragem do Fundão, promotores de justiça afirmam que os desafios persistem. Um representante do Ministério Público do Espírito Santo declarou que os obstáculos são numerosos. Por sua vez, o CEO de uma das empresas envolvidas no caso afirmou que a companhia apresentou um processo de retomada e assumiu responsabilidade pelo ocorrido.
Em Minas Gerais, o governo estadual proibiu o uso de barragens construídas a montante. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, 54 barragens desse tipo foram identificadas, sendo que 28 já foram descaracterizadas. Ele pontuou que a urgência deve ser equilibrada com a segurança estrutural.
Especialistas apontaram a necessidade de colaboração entre instituições para encontrar soluções. Um superintendente do BNDES destacou que a resolução é impossível por uma única parte. Além disso, foi mencionado que minerais críticos podem elevar o Produto Interno Bruto do país em R$ 243 bi até 2050, impulsionando o protagonismo econômico nacional.

