O ministro da Defesa de Israel celebrou a destruição de dezenas de milhares de casas em vilas do sul do Líbano, área sob controle militar israelense. Ele acusou os moradores de colaborar com o grupo político-militar Hezbollah, apesar das negociações de cessar-fogo entre os países.
Israel Katz declarou que vinte e quatro vilarejos libaneses centenários foram destruídos no sul do Líbano. Katz afirmou que a demolição foi generalizada, dizendo: “Nós destruímos todos os prédios. Estamos falando de 15.000 a 20.000 casas”. Ele acusou os moradores de agirem como inimigos em nome do Hezbollah, ameaçando fronteiras e habitantes israelenses.
Desde o início da ofensiva terrestre israelense, que visa criar uma zona de segurança, mais de um milhão de civis foram expulsos do sul do país. Katz declarou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) continuam a operar na região, demolindo túneis e impedindo infiltrações em cidades israelenses.
O chefe humanitário da ONU, Volker Türk, visitou o Líbano e manifestou preocupação com os impactos da guerra. Türk disse em entrevista coletiva em Beirute: “Estou preocupado que a conduta global que resulta nop deslocamento em grande escala e na recusa de regresso possa constituir crimes internacionais”.

