O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste sábado a apreensão do passaporte de um publicitário ligado ao dono do Banco Master. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que considerou haver risco de fuga do país, visto que o indivíduo possuía passagem aérea para os Estados Unidos.
A Procuradoria-Geral da República endossou a manifestação da PF, que investiga o publicitário por atuar ao lado do dono do banco para intimidar uma jornalista e outras pessoas vistas como obstáculos pela suposta organização criminosa. A apuração da PF indica que os investigados utilizaram uma plataforma para vender dados não autorizados, incluindo informações financeiras, com o objetivo de encontrar “elementos potencialmente desabonadores” sobre a jornalista.
A mesma forma de atuação foi usada contra outros indivíduos, como um executivo de um banco concorrente. A PF afirmou que o publicitário e o dono do banco agiram para “proteger o núcleo dirigente da organização criminosa; manipular a opinião pública; coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central”.
O inquérito também revela que o publicitário usou recursos de “fraudes financeiras” da instituição para promover “campanha de desinformação na mídia”. O mandado judicial autorizou a apreensão de celulares e equipamentos eletrônicos, além de documentos, com determinação de extração de conversas, inclusive na nuvem.

