O Ministro da Fazenda do Japão, Satsuki Katayama, solicitou que fundos de pensão e cidadãos japoneses aumentem o investimento em ativos nacionais. O pedido ocorre em meio à pressão inflacionária de 2% e visa fortalecer o iene, segundo declarações feitas na sexta-feira.
O alvo do apelo é o Fundo de Investimento Governamental (GPIF), que detém ¥293,6 trilhões, ou US$ 1,81 trilhão, em ativos. O GPIF mantém uma política de alocação equilibrada, com 25% destinados a ações domésticas, 25% a títulos domésticos, 25% a ações estrangeiras e 25% a títulos estrangeiros. Um movimento de poucas porcentagens em direção a ativos japoneses pode gerar demanda de dezenas de bilhões de dólares.
Apesar de o GPIF ser supervisionado pelo Ministério da Saúde e Trabalho, e não pelo Ministério da Fazenda, o sinal ministerial possui peso. A inflação, que atingiu 2% pela primeira vez em longo período, motivou o governo a incentivar a aplicação de capital internamente. O iene comercializou a US$ 161,37 em 10 de julho de 2026, valor superior ao registrado há um ano.
O mercado de títulos também registrou mudanças. O rendimento do título do governo japonês de 10 anos alcançou 2,65% em maio de 2026, um aumento em relação aos 1,545% de julho de 2025. Esse rendimento mais alto torna o incentivo do Ministro mais viável, pois os títulos oferecem renda real há anos.


