A discussão sobre a criação de um Código de Ética para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) será adiada para após as eleições. Integrantes da Corte avaliam que o ambiente eleitoral dificulta a construção do consenso necessário para levar o texto ao plenário ainda neste ano.
A proposta, que segue sob coordenação da ministra Cármen Lúcia, enfrenta resistência devido ao contexto político. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou em conversas reservadas que a conclusão rápida não era esperada, citando que experiências internacionais, como as da Alemanha e dos Estados Unidos, demandaram mais de um ano para textos similares.
Fachin declarou que a legitimidade do documento é mais importante que a velocidade de aprovação, projetando a conclusão e votação do Código de Ética para o primeiro semestre de 2027. Contudo, ministros ouvidos reservadamente indicaram que o calendário também se ajusta à conveniência de evitar o tema durante o pleito.
O Código de Ética visa estabelecer diretrizes de conduta para os magistrados em temas como transparência e prevenção de conflitos de interesse, sem criar um novo regime disciplinar. A iniciativa busca conferir previsibilidade às práticas da Corte e reforçar a confiança pública, especialmente após episódios de desgaste, como o caso Master.

