Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram adiar a votação de um Código de Ética para após as eleições. A Corte avalia que o clima eleitoral dificulta a construção do consenso necessário para aprovar o tema neste ano, segundo fontes internas.
A proposta de Código de Ética, coordenada pela ministra Cármen Lúcia, enfrenta dificuldades para chegar ao plenário ainda em 2026. Integrantes do STF consideram que o ambiente eleitoral pode ampliar resistências internas e gerar interpretações políticas sobre a iniciativa, que visa fortalecer a credibilidade da Corte.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou em conversas reservadas que a conclusão do documento exige tempo, citando experiências internacionais, como as da Alemanha e dos Estados Unidos. Fachin declarou que a legitimidade do texto é mais importante que a velocidade, projetando sua aprovação para o primeiro semestre de 2027.
O Código de Ética busca estabelecer diretrizes de conduta para os magistrados em questões de transparência e conflitos de interesse, sem criar um novo regime disciplinar. A iniciativa é vista como uma forma de demonstrar a capacidade da instituição de aperfeiçoar seus mecanismos internos de controle, especialmente após episódios de desgaste, como o caso Master.

