O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da ‘Abin Paralela’ nesta segunda-feira. Moraes considerou que as provas da estrutura paralela já serviram de base para a condenação do ex-chefe do Executivo por tentar um golpe de Estado em 2022.
A decisão do ministro determinou, contudo, a remessa do inquérito ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A Corte deverá dar continuidade às investigações contra Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, que havia sido indiciado pela Polícia Federal. Moraes fez referência à ligação entre a atuação da ‘Abin Paralela’ e o chamado gabinete do ódio.
A Polícia Federal classificou Carlos Bolsonaro como coordenador dessa estrutura, apontando que ele participou de supostas campanhas de desinformação e ataques ao sistema eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal. O parecer da Procuradoria-Geral da República apoiou o arquivamento da parte ligada ao ex-presidente, alegando que os episódios pendentes envolvem crimes contra a administração pública.
A apuração teve início após a revelação, em março de 2023, de um sistema chamado FirstMile. A ferramenta explorava uma falha na rede de telefonia celular para rastrear a localização de indivíduos em todo o país.

