O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado, 18, o pedido da defesa do ex-presidente para que ele recebesse a visita do presidente da Argentina, Javier Milei. O encontro, previsto para 25 de julho, foi inviabilizado por restrições impostas ao ex-presidente.
Moraes entendeu que o pedido perdeu o objeto após as medidas cautelares impostas na sexta-feira, 17. O magistrado proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026, pois o ex-presidente permanece sob limitações de comunicação e contatos externos.
As regras da prisão domiciliar humanitária foram endurecidas. Além de impedir visitas de natureza político-eleitoral, o ministro vedou a divulgação de manifestações políticas, inclusive por intermédio de terceiros. A decisão suspendeu as visitas em geral por 30 dias, autorizando acesso apenas a advogados, médicos e profissionais de fisioterapia.
O endurecimento das medidas ocorreu após Moraes concluir que houve descumprimento das condições. O motivo foi uma carta manuscrita do ex-presidente, divulgada em 11 de julho, na qual ele manifestou apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República.

