O ministro Alexandre de Moraes suspendeu as visitas do senador ao pai por 90 dias, determinando que o encontro presencial só ocorra após o primeiro turno das eleições de 2026. A restrição, definida em 13 de julho de 2026, se estende até 11 de outubro, uma semana após a primeira rodada eleitoral.
A medida foi tomada após o senador divulgar em redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual este o apresentava como pré-candidato à Presidência e solicitava apoio eleitoral. O ministro afirmou que o senador utilizou a visita para obter e publicar o documento, violando a restrição imposta ao ex-presidente.
Moraes também mencionou um episódio anterior em agosto de 2025, quando o senador publicou em rede social uma fala e imagem do ex-presidente durante uma manifestação em Copacabana. Além da suspensão das visitas, o magistrado concedeu 48 horas para a defesa do ex-presidente explicar se ele sabia da publicação da carta pelo filho.
A decisão judicial determinou que os vídeos fossem anexados ao processo de execução da pena e enviou o material à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para verificar possível propaganda eleitoral antecipada. A suspensão afeta apenas a autorização concedida ao senador, sem alterar visitas a outros familiares ou advogados.

