O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, substituiu a prisão preventiva do pastor por prisão domiciliar. A decisão, fundamentada no estado de saúde do investigado, impôs o uso de tornozeleira eletrônica e diversas restrições cautelares.
A mudança de regime prisional ocorreu após o pastor ser detido na última quinta-feira, dia 2 de julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF). As investigações apuram um esquema de pagamentos realizados por integrantes do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro” a agentes públicos, além de suspeitas de lavagem de dinheiro.
Segundo o ministro, o investigado sofre de retocolite ulcerativa grave e necessita de tratamento médico contínuo, fator que influenciou a decisão. Além do monitoramento eletrônico, Moraes proibiu o contato do pastor com outros investigados da operação, vetou o uso de redes sociais e ordenou a suspensão de registros de porte de arma de fogo em seu nome.
A Operação Unha e Carne é um desdobramento da Operação Fumus, realizada em junho de 2021, que investigava o comércio ilegal de cigarros no Grande Rio. A PF apreendeu planilhas que indicavam possíveis repasses de recursos a agentes políticos do estado do Rio.

