Morgan Stanley refutou o pessimismo sobre o mercado de inteligência artificial, afirmando que o setor não enfrenta excesso de capacidade. O banco projeta que a capacidade de computação das grandes empresas de nuvem crescerá de 30,5 gigawatts em 2025 para 116,6 gigawatts em 2028, impulsionando um investimento de até 8 trilhões de dólares.
O relatório do banco de investimento indica que o mercado focou no risco incorreto. Em vez de uma saturação de capacidade, os próximos anos serão marcados por um dos maiores investimentos em infraestrutura da história da tecnologia. Segundo a análise, a capacidade total de computação das cinco maiores empresas de nuvem deve aumentar quase quatro vezes no período de três anos, exigindo um gasto de capital estimado entre 4 trilhões e 8 trilhões de dólares.
Essa perspectiva de demanda robusta explica o nicho de empresas como Nebius Group. A companhia registrou expansão de receita de 684% no primeiro trimestre e reiterou a meta de atingir uma receita anualizada de 7 bilhões a 9 bilhões de dólares até o final do ano. Além disso, Nebius implementou um novo modelo de parceria ‘asset-light’, permitindo expansão sem comprometer bilhões de dólares em seu balanço patrimonial.
O pessimismo anterior contra provedores de nuvem focava na desaceleração da demanda e na dificuldade de financiamento de infraestrutura. O modelo de computação de Morgan Stanley desafia a primeira premissa, enquanto o novo modelo de parceria da Nebius resolve a segunda, removendo grande parte do ônus de capital da expansão.

