O Morgan Stanley identificou catalisadores que podem impulsionar um novo ciclo de valorização dos ativos na América Latina. O banco avalia que a inflação mais controlada, os valuations atrativos e os investimentos em inteligência artificial criam um ambiente favorável para as bolsas da região.
Entre os países, o Brasil mantém destaque nas recomendações da instituição. O Morgan Stanley mantém recomendação overweight para o mercado brasileiro, pois o país apresenta inflação em desaceleração e perspectiva de juros menores. Os estrategistas Nikolaj Lippmann e Julia Nogueira afirmaram que a política monetária dos Estados Unidos é o fator de curto prazo para mercados emergentes, mas o banco não projeta novas elevações de juros pelo Federal Reserve em 2026.
Além dos fundamentos, o banco destacou que o mercado brasileiro negocia a cerca de 8,5 vezes o lucro projetado, um patamar considerado atrativo. A instituição também observou que o posicionamento de fundos globais em mercados emergentes está baixo, o que abre espaço para recomposição de posições caso o cenário internacional melhore.
A visão positiva para a região é reforçada pela expansão dos investimentos globais em inteligência artificial. O Morgan Stanley estima que grandes empresas de tecnologia aumentarão gastos de capital até 2028, elevando a demanda por commodities e infraestrutura. A instituição sugere exposição a temas ligados à IA por meio de energia e minerais.

