O senador Sergio Moro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o pré-candidato Flávio Bolsonaro de visitar seu pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias. A declaração, feita na rede social X, apontou que a medida carece de proporcionalidade e legalidade.
Moro relembrou o período em que Luiz Inácio Lula da Silva estava preso. O senador afirmou que, durante 2018, Lula recebeu 572 visitas na prisão, incluindo 21 do então candidato Fernando Haddad. Ele comentou que os visitantes concediam entrevistas extensas à imprensa sobre o que Lula falava.
O senador declarou que nunca cogitou cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula. Ele lamentou que Jair Bolsonaro não possa receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar, e que o direito de correspondência também não estaria assegurado.
A decisão de Moraes, divulgada na segunda-feira, motivou-se por uma carta lida pelo senador no sábado. O ministro interpretou o ato como desvio de finalidade do direito de visita, configurando tentativa de burlar restrições impostas pela condenação penal.

