Sergio Moro, pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PL, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro apoiou o desmonte do combate à corrupção para proteger o senador Flávio Bolsonaro. As críticas, detalhadas no livro “Contra o Sistema da Corrupção”, serão usadas por adversários políticos na disputa pelo governo estadual.
A obra, lançada em dezembro de 2021, detalha o embate de Moro com Bolsonaro, incluindo o debate sobre o pacote anticrime. O ex-juiz declarou que a sanção presidencial ao juiz das garantias desfez suas “ilusões quanto ao real compromisso dele com o combate ao crime e à corrupção”. Moro afirmou que o compromisso do ex-presidente com a agenda anticorrupção “não era dos mais firmes ou coerentes, para dizer o mínimo”.
No caso da rachadinha, Moro criticou o governo Bolsonaro por não agir contra a decisão do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que paralisou apurações. O ex-juiz escreveu que “Não se poderia admitir a destruição do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro com o propósito de salvar da lei o filho de alguém, mesmo sendo ele o filho do presidente da República”.
Além disso, Moro fez reclamações sobre o cancelamento da transferência de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios federais. O deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT do Paraná, comentou que “O bolsonarismo nunca combateu facções criminosas, e quem comprova isso é Sergio Moro”.

