Motoristas de aplicativo e entregadores iniciaram uma nova onda de paralisações em diversas regiões do país. O protesto visa as mudanças implementadas por plataformas como Uber, 99 e iFood, que alegam reduzir a rentabilidade e aumentar os custos operacionais dos trabalhadores.
O principal foco das mobilizações é o Passe para Motoristas, adotado pela Uber e pela 99. Este sistema substitui a taxa de intermediação por uma assinatura paga antecipadamente. Com o passe ativo, o motorista recebe 100% do valor das corridas elegíveis, mas precisa desembolsar um valor fixo para acessar os chamados, o que trabalhadores consideram transferência do risco da operação.
No setor de entregas, as críticas se concentram no modelo +Entregas do iFood, que exige agendamento prévio de turnos e restringe a atuação a áreas definidas pelo aplicativo. Representantes da categoria afirmam que essa modalidade reduziu o valor médio das entregas, prejudicando quem atua no sistema tradicional, conhecido como “nuvem”.
Os trabalhadores reivindicam a revogação das mudanças e a criação de um piso de R$ 10 para corridas e entregas de até quatro quilômetros, mais R$ 2,50 por quilômetro adicional. Em resposta, a Uber declarou que o Passe resulta em 0% de taxa de intermediação no acumulado semanal, enquanto o iFood afirmou que o +Entregas combina remuneração fixa com valor adicional por entrega.

