O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou nepotismo em esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole (IRM). O pai de um deputado estadual e sua cunhada foram presos na manhã de 9 de julho, após a investigação apontar movimentação de R$ 86,28 milhões entre 2022 e 2026.
A denúncia do MPRJ aponta que o esquema utilizou o IRM, autarquia estadual, para desviar verbas públicas. O denunciado Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM, coordenava o direcionamento de licitações em favor de empresas contratadas. Além disso, sua cunhada, Amanda Íthala Santos da Paschoa, ocupava cargo comissionado no IRM desde 2020.
O Ministério Público considerou o vínculo familiar como “favorecimento indevido na ocupação de função pública estratégica”, o que viola o decreto que proíbe o nepotismo na administração pública estadual. O juiz da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, Marcello Rubioli, declarou que “O Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”.
O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, declarou que, até o momento, não há indícios de participação direta ou indireta do deputado estadual Alexandre Knoploch no esquema. A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), descreve o IRM como uma máquina de desvio de dinheiro público.

