O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ajuizou ação civil pública contra a influenciadora e a operadora de apostas Blaze. A procuradoria alega que a influenciadora incentivou seguidores a fazer uma aposta improvável e lucrava com o prejuízo dos apostadores, recebendo comissão de 30% das perdas.
A ação, movida na quarta-feira, dia 8 de julho de 2026, pede condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Segundo o MPDFT, a influenciadora publicou nos stories do Instagram conteúdo simulando uma aposta pessoal na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina, sem identificar o caráter publicitário do conteúdo.
O Ministério Público afirmou que o modelo de negócios apurado configura um conflito de interesses estrutural. A procuradoria declarou que a influenciadora recebia ou recebe 30% sobre as perdas dos apostadores captados por suas publicidades. O MPDFT requer que a Justiça determine à operadora a suspensão de cláusulas que vinculem a remuneração de influenciadores ao prejuízo dos apostadores, propondo multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Em relação à influenciadora, o MP requer a remoção imediata de todo conteúdo publicitário ligado a apostas que prometa lucros irreais. A operadora Blaze, por sua vez, declarou que ainda não foi formalmente intimada da ação e afirmou atuar em conformidade com a legislação.


