O Ministério Público de Roraima (MPRR) solicitou o afastamento de um delegado da Polícia Civil por um padrão de agressividade contra mulheres. O órgão aponta que o agente, alvo de quase 50 procedimentos disciplinares e criminais, demonstra conduta reiterada de ofensas e intimidações.
A representação do MPRR classifica os episódios como “misoginia institucionalizada”, argumentando que as situações não são isoladas. O documento cita casos envolvendo uma agente da Polícia Civil, duas funcionárias de um condomínio e a esposa do delegado, que possui medida protetiva de urgência contra ele.
Um dos fatos citados ocorreu em julho de 2025, na Delegacia-Geral da Polícia Civil. Segundo o MP, o delegado teria dito a um servidor que iria “mandar prender essa vagabunda” após ser questionado por uma agente recém-ingressa sobre a vaga de viatura. Em junho de 2026, em Boa Vista, ele teria ofendido duas funcionárias de um condomínio com termos como “vagabunda” e “filha da puta”.
O delegado responde a pelo menos 47 procedimentos disciplinares e criminais desde 2005, abrangendo suspeitas de abuso de autoridade, ameaça e extorsão. O MPRR defendeu que a permanência do agente no cargo representa risco às vítimas e testemunhas, pedindo ao Judiciário o afastamento das funções e a suspensão do porte de arma.

