O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) instaurou uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a Foggo Entertainment Ltda., empresa ligada à plataforma de apostas Blaze. A investigação, que cita o jogador Neymar, busca apurar irregularidades no marketing da empresa, especialmente o uso da expressão “renda extra” em campanhas.
Em junho de 2026, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) determinou que a plataforma apresentasse cópias dos contratos firmados com influenciadores, incluindo Neymar. O objetivo era analisar as diretrizes de marketing da empresa, que é uma plataforma internacional de apostas on-line e cassino virtual sediada em Curaçau. A apuração também solicitou dados sobre políticas de bônus, rollover e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.
O órgão mira a associação de apostas online a ganhos financeiros fáceis. No caso do atleta, o MPDFT busca identificar valores e obrigações contratuais relacionadas à exposição da marca. A plataforma Blaze ganhou notoriedade no Brasil por campanhas massivas com influenciadores e jogos no estilo “crash”.
A ação ocorre em um contexto de avanço das apostas no país. Um estudo do Banco Central estimou que cerca de 24 milhões de pessoas fizeram transferências via Pix para empresas de jogos de azar. Além disso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou em 9 de julho de 2026 um novo pacote de regras para restringir a publicidade das plataformas, com vigência em 17 de julho.

