O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra uma influenciadora digital e a casa de apostas Blaze. O órgão pede que a Justiça reconheça publicidade abusiva durante a Copa do Mundo e condene os envolvidos ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
A promotoria sustenta que as campanhas de divulgação da plataforma ultrapassaram os limites permitidos ao associar as apostas à possibilidade de ganhos financeiros de modo atrativo. Segundo o MPDFT, a estratégia de marketing estimulou o público a apostar com expectativa de retorno financeiro, prática que configura propaganda enganosa e abusiva.
A investigação foi motivada por milhares de reclamações de usuários. O relatório técnico do MPDFT contabilizou mais de 42 mil manifestações contra a Blaze. Os consumidores apontaram problemas como retenção de valores depositados, bloqueio de contas sem justificativa e dificuldades para sacar quantias disponíveis.
O valor da indenização foi calculado com base na receita bruta de jogos (GGR) da operadora, estimada em cerca de R$ 600 milhões anuais. O MPDFT aplicou 20% sobre esse montante para reparar danos coletivos e inibir novas condutas. A empresa responsável pela operação no Brasil declarou que atua em conformidade com a legislação e ainda não recebeu citação oficial.

