A mulher do primeiro-ministro da Espanha será julgada por suposto tráfico de influência e peculato, conforme decisão da Justiça de Madri. A Audiência Provincial manteve duas das quatro acusações, enquanto o governo classificou o processo como uma “causa política”.
A decisão judicial, proferida na quinta-feira, 16, acatou parcialmente o recurso da defesa. Os crimes de corrupção nos negócios e apropriação indevida foram arquivados, mas as acusações de tráfico de influência e peculato seguirão adiante. A investigação aponta que a mulher teria usado sua posição para obter vantagens, notadamente na criação e direção de uma cátedra na Universidade Complutense de Madri.
O gabinete do primeiro-ministro reagiu em comunicado, afirmando a inocência da primeira-dama. O governo classificou o processo como “causa política” originada de “denúncia falsa”, e o partido governista, PSOE, falou em “caça política obscena”. Além disso, a Audiência Provincial revogou restrições impostas anteriormente, permitindo que ela recuperasse o passaporte e pudesse deixar o país.
A oposição, incluindo o Partido Popular e o Vox, criticou a situação. Os partidos acusaram o governo de corrupção sistêmica e exigiram a renúncia do primeiro-ministro e eleições antecipadas. Pedro Sánchez descartou o pedido, afirmando que cumprirá o mandato até 2027.

